Mulheres com sobrepeso ou obesas, especialmente aquelas que se exercitam muito pouco ou são totalmente sedentárias, estão sob maior risco de desenvolver fibromialgia - condição marcada por dor muscular e articular generalizada -, segundo estudo publicado na edição de maio da revista Arthritis Care & Research.
Avaliando dados de quase 16 mil mulheres, colhidos no período entre 1984 e 1986 e entre 1995 e 1997, os pesquisadores notaram que aquelas com índice de massa corporal maior que 25 - indicando sobrepeso - tinham de 60% a 70% maior risco de estar entre os 380 casos de fibromialgia diagnosticados durante o estudo. Porém, quando as mulheres eram fisicamente ativas, esses riscos eram reduzidos, mesmo se elas apresentassem sobrepeso ou obesidade.
De acordo com os especialistas, os resultados confirmam a relação entre atividades físicas, obesidade e bem estar, mostrando que os exercícios são úteis, mesmo se a pessoa for obesa. "Uma pessoa que se exercita e é consciente sobre seu peso terá melhor saúde, o que inclui um menor risco de desenvolver fibromialgia", destacou o pesquisador Eric Matteson, da Mayo Clinic, nos Estados Unidos. "Pessoas que têm sobrepeso ou são obesas desenvolvem fibromialgia com mais frequência, e aquelas pessoas acima do peso ou obesas que se exercitam estão um pouco melhores do que as que não exercitam", completou o reumatologista Kyriakos A. Kiro.
Os pesquisadores não sabem exatamente por que a obesidade aumenta os riscos de desenvolver as dores pelo corpo, mas algumas pesquisas sugerem que o aumento de algumas proteínas inflamatórias pode cumprir um papel em ambas as condições. Enquanto isso não é esclarecido, eles destacam a importância de um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e exercícios, e recomendam políticas de saúde pública que incentivem as atividades físicas e o controle de peso para a prevenção da fibromialgia.
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